SOM NO ARENA I Edição

 

15 de maio JÚNIOR ALMEIDA

Básico Feito Samba

 

    Formada pelos músicos Toni Augusto, Wilbert Fialho, Bruno Palagani e Júnior Almeida, o grupo Básico Feito Samba surge no cenário alagoano  trazendo  uma  sonoridade  apurada e  moderna.  Com o  desejo de  buscar novas experiências e ousar, esse grupo de músicos lança um novo projeto no qual não deixa de lado suas composições autorais e revisita clássicos do samba brasileiro, dando-lhes novas versões.

   No comando do violão de sete cordas está o instrumentista Wilbert Fialho, nascido às margens do Rio São Francisco na cidade de Pão de Açúcar. Traz na bagagem várias influências, desde ritmos nordestinos, como o coco de roda e o baião, à música universal, como o jazz. Bebe também do choro carioca e da música flamenca, criando, assim, uma interessante musicalidade.

    Bruno Palagani, baiano radicado em Maceió, é mestre no cavaquinho. Seu interesse pela música – e, principalmente, pelo choro - começou após ouvir Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e Pixinguinha. Teve como mestre e incentivador maior o músico alagoano Wellington Pinheiro.

    O músico  pernambucano  Toni  Augusto,  que mora em  Maceió  há alguns anos, é um guitarrista experiente e respeitado no meio musical. Já tocou com Daniela Mercury e participou da gravação do CD Limiar do Tempo, de Júnior Almeida. Na percussão, Wilson Miranda assume. Apreciador dos ritmos alagoanos e nordestinos, é hoje um dos percussionistas mais solicitados do Estado.

   Fechando o time, a já  notória voz do cantor e compositor Júnior Almeida. Seus quase vinte anos de carreira resultaram em três discos e diversas apresentações no Brasil e mundo afora. Seu trabalho mais recente é o disco "Limiar do Tempo", lançado em Maceió e em um show no Teatro Rival no Rio de Janeiro.

    Ficha técnica:  Júnior  Almeida;  voz  e  violão / Tony Augusto: guitarra  /Willbert Fialho:  violão  /  Bruno Palagani: cavaquinho e bandolin  / Wilson Miranda: percussão. 

 

 

 

12 de junho BASILIO SÉ

DNA Caeté

 

    Após dois anos de estudos com o professor Nelson Souza, Basílio entrou para a filarmônica da cidade de Traipu -AL,  tocando trompete. Do canto das lavadeiras ao fino da elaboração, passeia a sua musicalidade.  As influências que o levaram à música vêm da cultura musical nordestina, obras de autores brasileiros como Hermeto, Gismonti, além do jazz.

   O show "DNA CAETÉ" será uma apresentação das músicas do seu mais novo CD. O trabalho está em fase de conclusão e deve ser lançado no segundo semestre.

    Ouvindo as músicas desse novo trabalho, logo você vai entender por que o título escolhido. O conjunto da obra mostra músicas de domínio público, além de temas autorais falando sobre a cultura negra e a nordestina, delineando a célula formadora da música popular em Alagoas. Coco, boi de carnaval e frevo são ritmos presentes nesse trabalho - tudo dentro de uma linguagem universal. Os arranjos, como sempre, Basílio os faz com maestria, simples, sob medida, deixando clara a sua assinatura.

   Dono de uma voz cada vez mais apurada, Basílio Sé quer, com esse trabalho, despertar a atenção de produtores para música em Alagoas. Ele busca mostrar que essa música tem uma identidade forte, é qualitativamente universal e que seu nicho mercadológico é uma questão de investimento.

 

    Ficha técnica:  Basílio Sé:  voz,  violão,  trompete  e  direção musical  / Zé Rocha: teclado, sanfona e cello / Van Silva: baixo / Nailton: batera / Flávio Lêvisson: sonorização /Roberta Aureliano: performance teatral / Ronaldo Aureliano: direção artística / Arnaud Borges: direção executiva

 

 

 

10 de julho SIMÃO

Tomando Pé

 

    Simão começou a compor na década de 70, música sacra. Já no final do mesmo ano, estava compondo música popular, começando a participar dos festivais, sempre tendo músicas selecionadas e classificadas. Obteve dois terceiros lugares com as músicas: “Contração”, no ano de 82, e “Metade”, de 83. Foi selecionado no Projeto Pixinguinha para abrir o show da banda 14 bis, no mesmo ano produziu o espetáculo “Metades”. Em 86 parou de tocar, quando dedicou-se a confeccionar instrumentos musicais, móveis, e protetores de instrumentos e equipamentos.

    No ano de 2002, a música “O Brilho do Teu Olhar” foi gravada no CD Retratos e Alagoas (coletânea) do coro Embracanto.

    Simão prepara seu retorno com o CD “Herança”, que será lançado em breve e contará com participações especiais de músicos e cantores de várias gerações, dentre eles Leureny Barbosa, Banda Cumbuca e Tião Marculino.

   “Tomando Pé” é o show, como o próprio nome diz, em que Simão retorna ao seu contato com o público e com a cena cultural alagoana. Com canções recentes e antigas, compostas há mais de vinte anos com  velhos parceiros, Simão mantém suas letras cheias de musicalidade e com um pezinho nos bons e velhos festivais de música de Alagoas. 

    Ficha técnica: Simão: voz e violão / Pica Pau: guitarra e voz / Ivo Farias: baixo / Mona Quirino e Michael: percussão / Tawes: flauta.

 

 

 

14 de agosto CHAMA LUZ

Picadeiro da Luz

 

    O grupo ChamaLuz reúne admiradores e pesquisadores da música popular brasileira, principalmente a alagoana. São cinco integrantes que juntos fazem um passeio pela cultura popular, valorizando a produção local e o saber gerado pelos nossos artistas populares.

    Mistura de batidas percussivas, acordes de baixo, violão e a leveza do canto feminino, são características marcantes do grupo. O repertório musical mescla coco de embolada, samba, experimentos sonoro-poéticos e releituras de clássicos da música popular brasileira.

   A primeira vista o grupo encanta pelo figurino e presença de palco marcantemente feminina. Mas se engana quem acha que a fica só por aí. Além da música, o grupo também é admirador das artes cênicas, circenses e da literatura, inserindo estes elementos em seus espetáculos.

    Os componentes acreditam na arte-educação como elemento gerador de consciência crítica e capaz de proporcionar o desenvolvimento social a partir do despertar de habilidades e competências. Já dividiu o palco com grandes nomes do cenário musical alagoano como Donamaria, Marcelo Cabral e Wado.

    Ficha técnica: Fernanda Fassanaro: voz e percussão / Ivo Farias: contra-baixo / Juliana Barbosa: voz e violão / Tido Moraes: voz e percussão / Vera Marinho:  voz e percussão / Ivana Iza: direção artística / Keka Rabelo e Nicolle Freire: produção cultural e assessoria  / Sérgio Melo:  registro audio-visual e suporte tecnológico.

 

 

 

11 de setembro EZRA

Todos os Sons

 

   Ezra é uma gaúcha, nascida em  Novo Hamburgo, que reside em Maceió desde 2000. Começou a tocar violão aos doze anos e logo integrou grupos de canto e coral de sua cidade.

   Participou do FEMUSESC em 2003 e teve classificadas  duas composições que são parte integrante do CD desse festival. Obteve classificação no Projeto Alagoas em Cena em 2003. Participou da gravação do CD Raízes do compositor Naldinho.

   Como integrante do grupo Vestindo a Carapuça, foi selecionada no FEMUSESC 2004, quando recebeu como prêmio a participação no FEMUCIC de 2004 em Maringá-PR. Como intérprete, está presente no CD “Todas as Carapuças”, do compositor Sóstenes Lima.

   Em 2005, realizou o show “TUDO“, uma parceria com o compositor paraibano Naldinho, na 2a. edição do Projeto Palco Aberto. Em 2006, teve composições selecionadas para o CD Palco Aberto 3. Em 2007, realizou o show “TUDO” no projeto Quartas Musicais do SESC Alagoas, em parceria com o compositor Naldinho. Em outubro do mesmo ano, o espetáculo musical “Imagem” contou com participações de conhecidos nomes da música alagoana.

   Formada em Música Licenciatura pela UFAL, atua como educadora musical no SESC Alagoas e na Creche Escola Espaço Educar. Suas composições trazem poesia nas letras, suavidade nas melodias e harmonias que fazem referência à vida, ao amor e à natureza. Baladas, sambas, bossas, baiões, milongas e funks  estão presentes no seu trabalho.

    O Show “Todos os Sons” traz a proposta de uma sonoridade suave para um espaço aconchegante, onde o público e os artistas ficam muito próximos.

    Ficha técnica: Ezra: voz e violão / Tony Augusto: guitarra / Wilson Miranda: percussão / Jânio: teclado / Júlio Campos: baixo.

 

 

 

09 de outubro SÓSTENES LIMA

Do Cordel ao Blog: Uma Viagem de Sonhos

 

    Uma viagem dos sentimentos através dos tempos em que a matéria prima e o transporte são as emoções que impulsionam a inquieta alma humana. Assim se propõe o show "Do cordel ao blog: uma viagem de sonhos", de Sóstenes Lima, acompanhado nessa empreitada pelos músicos André Hamilton, Anderson, Allyson Paz, além de Técio Smith e Ezra Mattivi.

     Acolhe-se o cordel por ser uma das mais importantes expressões artísticas do nordeste do país, pela sua incorporação de vários aspectos da cultura como música, as artes gráficas e a literatura, especialmente a de tradição oral.

     Se  o  cordel  é  uma forma de  olhar o  mundo  com a  inocência  dos tempos antigos e a sabedoria das camadas populares, temos no ciberespaço a feira eletrônica global, onde a diversidade da inquietação do espírito humano explode numa linguagem múltipla. 

    E dessa  multiplicidade  de  linguagem  o  artista  se  serve  para  a realização desse show, quando serão utilizados elementos cênicos vinculados à cultura popular. As xilogravuras de Juliana Rego, artista plástica paulista, serão reproduzidas em tecido pelo artista plástico Deyves, transportadas para o ciberespaço por meio de projeções de imagens trabalhadas por Tony Augustoque,  além de músico, é artista visual.

    Ao  longo do  espetáculo,  haverá uma performance teatral sobre o conto: "bloguianas – crônicas de um amor breve", de Sóstenes Lima, permeada pelas músicas que flertam com a cultura popular ( como um desafio, um repente e loas) e outras que tratam de situações contemporâneas e universais.

   Ficha técnica:  Sóstenes Lima;  voz  e  violão de nylon / Tony Augusto: guitarra  / Andrezinho:  teclado  /  Jailson: bateria  / Anderson: baixo.

 

 

 

13 de novembro DEYVES

Arteiro Cai no Samba

 

     A concepção desse espetáculo é fundamentada nas várias linguagens artísticas, além de composições que versam sobre criação, criador, criatura, continuidade da vida, influências. Há também quadros compondo o cenário onde Deyves executa as músicas, que contemplam o chorinho, o samba, o  baião, o blues.

    Além de composições autorais, o repertório inclui músicas de compositores locais, a exemplo Lágrima, de Luci Serralvo, Batuque e João Balaio, de Mácleim.

    Durante a apresentação, são lidos alguns poemas de autoria do artista, além de textos sobre arte. Destaca-se aqui um texto de Juan Miró, artista plástico Catalão que, durante a Segunda Guerra, concebe um texto poético forte e definidor do seu caráter, bem no espírito da arte enquanto contestação.

    Algumas participações são habituais durante a apresentação de Deyves, como Mácleim e Naldinho, amigos e apoiadores.

    Ficha técnica:  Deyves: voz e violão /  Van Silva: baixo /  André Hamilton: Teclado / Ronaldo e Estácio: Percussão. 

 

 

 

11 de dezembro NALDINHO

Raízes: Traços Contemporâneos

 

    Naldinho, músico e compositor paraibano radicado em Maceió-AL há onze anos, iniciou seu trabalho musical participando de festivais culturais de música em João Pessoa.

     Integrou o Musiclube da Paraíba, onde desenvolveu projetos na área de política cultural. Estudou na Escola de Música Antenor Navarro e no Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba..   

    Participou de Festivais realizados pelo SESC em Alagoas e dos CDs do segundo e terceiro festivais, ficando em segundo lugar no de 2003, além de ter participado em agosto de 2002 do VIII-Festival SESC de Parnaíba–PI e de alguns projetos realizados na cidade de Maceió (Teatro Deodoro é o Maior Barato, Viva Jaraguá, entre outros).

    Esteve no Festival de Música Cidade Canção (FEMUCIC) - nos anos de 1998, 1999, 2000, 2002 e 2004 - em Maringá-PR, integrando os CDs do festival. Desenvolveu o projeto Piaçabuçu Musical, que deu origem ao Grupo Caçuá (Piaçabuçu-AL), e coordenou atividades de música do projeto Olha o Chico.

  Em 2006, publicou sua pesquisa na música de tradição oral do Nordeste, por meio do CD Raízes, integrando a Coleção Memória Musical do SESC – AL.

    Participou do projeto Caravana Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas, apresentando-se no parque Ceci Cunha em Arapiraca. Na mesma cidade, ministrou uma oficina de música para adolescentes  com base em sua pesquisa  .

     Integrou, em Janeiro de 2008, a programação cultural da 14º Artnor, maior e mais importante Feira Internacional de Artesanato do Nordeste, realizada pelo SEBRAE-AL.

   Atualmente trabalha a contemporaneidade, novo momento de sua pesquisa,  onde mistura elementos da tradição oral e música eletrônica.

   Ficha técnica:  Naldinho: voz e violão /  Júlio Campos: contra-baixo / Dj Barão: programações / Keka Rabêlo: produção cultural e assessoria.